Em uma pescaria, meu desejo não era apenas fisgar o peixe, mas desprender-me do anzol da grande cidade; o tempo que o esperto peixe me dava, era suficiente para esquecer dos autos e baixos que a sociedade dita culta me faz passar. Por isso, o peixe virou meu terapeuta e a pesca meu divã, o rio, a sala de consulta e quando consegui o peixe, ou me soltar do anzol, me senti bem, porque o terapeuta tomou sobre si as minhas angústias, e naquele momento ele estava preso ao anzol de problemas que é a vida cotidiana na cidade. Quando paro, penso em meu ser e vejo que a felicidade e o bem estar, é como o compasso do coração; Tum felicidade, Tum bem estar, Tum dúvida, Tum desejos. Por isso não estamos felizes e realizados simultaneamente.
“Este pensamento me veio em uma pescaria no Córrego de Limeira em Mantena- Minas Gerais. Os meus terapeutas foram uma traíra filhote e um mini bagre branco.”
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